By Jeronimo António
“As Lágrimas do Cunene”
(Um conto sobre a água que une e os homens que dividem)
O Rio que Cantava
No sul de Angola, onde as montanhas de Huambo se abraçam, o Rio Cunene nasce e corre como um fio de prata. Seu curso serpenteava por terras sagradas dos Ovatchilengue, Kalukembe e Nhaneka, povos que o chamavam de “Kalunga“ o espírito que une.
As crianças brincavam em suas margens, os velhos contavam histórias sob os musseque (árvores ancestrais), e as mulheres colhiam água em potes de barro, tecendo canções:
“Cunene, tu és sangue da terra, nossa vida, nosso espelho, não nos deixes virar poeira.”
A Chegada dos Homens de Terno
Um dia, chegaram homens de carros grande e fatos caros e mapas brilhantes. Anunciaram: “Progresso!”. Prometeram coisas, muitas coisas grande para “domar” o Cunene, estradas para “civilizar” a região.
Os povos olharam uns para os outros. Kandjimbo, um velho soba Kalukembe, advertiu:
“Eles falam em luz, mas esquecem que água também é vida. O rio não é um inimigo para ser acorrentado.”
Ninguém ouviu.
O Rio Acorrentado
As máquinas chegaram, escavando a terra como facas. A Barragem do Gove cresceu, engolindo aldeias. Prometeram energia para todos, mas:
- A luz nunca chegou às palhotas de capim.
- Os peixes sumiram, e com eles, os pescadores.
- O Cunene, abaixo da barragem, virou um fio de lama.
Enquanto isso, em Luanda, ministros bebiam whisky com gelo em copos de cristal.
A Revolta das Águas
Até que uma noite, o céu escureceu. Choveu como nunca. As comportas da barragem, mal cuidadas, arrebentaram. A água furiosa desceu montanhas, arrastando estradas e postes de energia.
Os homens de terno fugiram de helicóptero.
Mas os povos do Cunene, que ainda lembravam os antigos ritos, fizeram uma oferenda: milho, mel e silêncio. Kandjimbo ergueu as mãos:
— “Kalunga, perdoa. Eles não sabem que água tem memória.”
O rio, então, recuou. Deixou destruição, mas também uma lição:
O Contraste Final
Anos depois, o Cunene voltou a correr. Mais magro, mas vivo. Os povos reconstruíram suas casas sem ajuda do governo.
Enquanto isso, na TV, um ministro discursava:
— “Angola é um exemplo de gestão hídrica!”
No mesmo instante, uma criança Kalukembe, de pé na margem seca do rio, perguntou à avó:
— “Por que os homens que mandam não escutam a água?”
A velha sorriu, apontando para o horizonte:
— “Porque eles só veem números, não veem almas. Mas o rio… o rio espera pacientemente. Um dia, eles vão secar, e ele ainda estará aqui.”
Elementos para Destacar
- Realismo mágico: Misture fatos reais (como a Barragem do Gove) com elementos simbólicos (o rio como entidade viva).
- Ironia: Contrastar discursos oficiais com a realidade das comunidades.
- Linguagem poética: Use metáforas (“água com memória”, “homens que veem números”).
Quer ajustar algum trecho ou incluir mais personagens? Posso ajudar a polir a narrativa! ✍️🌊


Sed euismod nisi porta lorem mollis aliquam ut. Varius morbi enim nunc faucibus a pellentesque. Sollicitudin aliquam ultrices sagittis orci a scelerisque purus semper eget. Pulvinar neque laoreet suspendisse interdum consectetur libero id. Congue nisi vitae suscipit tellus mauris a. Massa ultricies mi quis hendrerit dolor. Urna molestie at elementum eu facilisis sed odio. Vestibulum lectus mauris ultrices eros in. Venenatis cras sed felis eget velit aliquet sagittis. Nunc lobortis mattis aliquam faucibus.
Tortor posuere ac ut consequat semper viverra nam libero. Proin libero nunc consequat interdum varius sit amet mattis. Sed faucibus turpis in eu mi bibendum neque egestas. Phasellus egestas tellus rutrum tellus pellentesque eu tincidunt. Eu augue ut lectus arcu bibendum at varius. Nunc vel risus commodo viverra maecenas accumsan lacus.
Auctor augue mauris augue neque. Euismod nisi porta lorem mollis aliquam ut porttitor leo. Id leo in vitae turpis massa sed elementum. Sollicitudin nibh sit amet commodo nulla facilisi nullam vehicula. Enim diam vulputate ut pharetra sit amet aliquam. Ipsum dolor sit amet consectetur adipis
Tortor posuere ac ut consequat semper viverra nam libero. Proin libero nunc consequat interdum varius sit amet mattis. Sed faucibus turpis in eu mi bibendum neque egestas. Phasellus egestas tellus rutrum tellus pellentesque eu tincidunt. Eu augue ut lectus arcu bibendum at varius. Nunc vel risus commodo viverra maecenas accumsan lacus.




